Neste artigo, apresento uma análise aprofundada sobre o que são os Espíritos segundo o Espiritismo, explicando como ocorre a encarnação, a evolução espiritual e a classificação dos Espíritos. Você entenderá a diferença entre encarnação, desencarnação e erraticidade, além de descobrir como a Doutrina Espírita vê a pluralidade dos mundos habitados, inclusive a hipótese de extraterrestres. Tudo embasado em Allan Kardec e voltado para quem busca expandir a consciência e encontrar respostas sólidas.

Introdução
Você já parou para pensar na imensidão do Universo e no lugar que ocupamos nele? Eu me pergunto isso constantemente.
Quando mergulho na Doutrina Espírita, sinto como se entrasse numa imensa biblioteca de sabedoria universal, onde cada prateleira revela detalhes sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos.
Ao longo dos anos, venho estudando a fundo esses temas para entender melhor como ocorre a evolução espiritual e, claro, saciar minha curiosidade sobre a classificação dos Espíritos, a encarnação, a desencarnação e até mesmo a fascinante ideia de que extraterrestres existem segundo o Espiritismo.
Neste artigo, quero compartilhar com você uma visão sólida e, ao mesmo tempo, fluida sobre “O que são os Espíritos segundo o Espiritismo?”, expondo de forma clara suas classificações, como evoluem, a diferença entre encarnação, desencarnação e erraticidade, e o que o Espiritismo diz sobre a pluralidade dos mundos habitados.
Meu objetivo é que você termine essa leitura com uma compreensão profunda e bem fundamentada do tema, além de várias reflexões que podem te convidar a se aprofundar ainda mais.
Ao final, não deixe de me contar o que achou nos comentários. E, se você curtir, compartilhe este artigo com seus amigos e familiares que também estão nessa busca espiritual. Vamos embarcar juntos nesta jornada?

1 – O que são os Espíritos Segundo o Espiritismo?
Sempre me perguntei: “Afinal, espíritos existem mesmo ou é só imaginação?” A resposta, embasada pela Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, é clara: os Espíritos são seres inteligentes criados por Deus, que habitam o Universo em diferentes graus de consciência e evolução. Estão em constante desenvolvimento, buscando a perfeição ao longo de inúmeras experiências.
Conforme descrito por Kardec em “O Livro dos Espíritos”, os Espíritos não são matéria densa como nosso corpo físico. Eles constituem uma forma de energia ou essência imaterial que podemos apenas tentar compreender pelas consequências de sua atuação no mundo.
Em suma, somos todos Espíritos: você, eu e qualquer outra pessoa que vive — ou já viveu — na Terra. Quando nos despedimos do corpo físico (desencarnamos), continuamos a existir como Espíritos livres das amarras da matéria.
A natureza incorpórea e a individualização
Uma das questões mais instigantes é a individualização do princípio inteligente. Essa individualização marca o momento em que passamos de um estado simples e ignorante, como princípios espirituais embrionários, para uma identidade espiritual única. Essa trajetória de despertar da consciência é longa e pode atravessar incontáveis eras.
Segundo a Doutrina Espírita, Deus não cessa de criar. Isso quer dizer que a formação de novos Espíritos é contínua. Em determinado ponto, cada Espírito desperta para a razão e embarca em sua caminhada evolutiva rumo à sabedoria e ao amor supremos.
Espíritos existem em todos os estágios
Vale ressaltar que espíritos de luz, espíritos obsessores, espíritos zombeteiros e demais classificações não se referem a diferentes “tipos” de seres criados de modo distinto. Eles são, essencialmente, Espíritos como nós, porém em graus variados de lucidez e moralidade.
Isso explica por que alguns se dedicam a nos auxiliar e inspirar, enquanto outros, presos aos vícios do orgulho ou do egoísmo, acabam se tornando espíritos obscuros que atormentam ou espalham confusão.

2 – A Classificação dos Espíritos e Suas Características
Quando estudo a classificação dos Espíritos, é como folhear um mapa evolutivo: cada camada representa um estágio que todos nós percorreremos. Allan Kardec propôs uma divisão didática que agrupa os Espíritos em três grandes ordens, indo dos “imperfeitos” até os “puros”.
Terceira Ordem – Espíritos Imperfeitos
Não se trata de defeito de fabricação, mas sim de um estado natural de quem ainda não desenvolveu certas virtudes morais e intelectuais.
Aqui se incluem:
Espíritos Impuros (10ª Classe): Inclinados ao mal, por vezes se comprazem em práticas negativas.
Espíritos Levianos (9ª Classe): Zombeteiros e brincalhões, gostam de causar contrariedades.
Espíritos Pseudo-Sábios (8ª Classe): Possuem algum conhecimento, mas são vaidosos, orgulhosos e presos à própria presunção.
Espíritos Neutros (7ª Classe): Nem bons, nem maus; vivem em uma espécie de zona cinzenta.
Espíritos Batedores ou Perturbadores (6ª Classe): Podem se manifestar através de fenômenos físicos (ruídos, deslocamentos de objetos etc.).
No meu ponto de vista, esses Espíritos representam exatamente a fase humana ainda arraigada em vícios e equívocos, que podem ficar presos ao materialismo ou a paixões inferiores.

Segunda Ordem – Bons Espíritos
Aqui encontramos aqueles que já ultrapassaram muitas barreiras morais e, embora não sejam perfeitos, dedicam-se ao bem e ao progresso. São divididos em:
Espíritos Benévolos (5ª Classe): Destacam-se pela bondade e empatia com outros seres.
Espíritos Sábios ou de Ciência (4ª Classe): Brilham pelo saber intelectual aprofundado.
Espíritos de Sabedoria (3ª Classe): Equilibram conhecimento e moralidade avançada.
Espíritos Superiores (2ª Classe): Combinação sublime de amor e sabedoria. Geralmente são grandes mentores e instrutores da Humanidade.
Esses são aqueles que já conquistaram um grau elevado de compreensão espiritual. Suas manifestações e orientações costumam ser serenas, inspiradoras e cheias de respeito, pois respeitam nosso livre-arbítrio.

Primeira Ordem – Espíritos Puros
No ápice da escala, figuram os Espíritos Puros. Neles, não há traços de egoísmo, vaidade ou qualquer emoção negativa. Embora seja um patamar que mal podemos imaginar, a Doutrina Espírita ensina que esse é o destino que nos aguarda um dia.
Aqui estaríamos falando de seres como Jesus, que se tornam verdadeiros embaixadores de Deus, executando tarefas universais e espalhando luz para todos os lados.
3 – Como Ocorre a Evolução dos Espíritos na Criação Divina
De acordo com o Espiritismo, fomos todos criados “simples e ignorantes”, porém com capacidade ilimitada de aprendizado. A partir daí, nosso crescimento espiritual acontece passo a passo, alternando vivências na encarnação e períodos na erraticidade (o intervalo entre uma encarnação e outra).
A importância das encarnações
É durante a encarnação que exercitamos e desenvolvemos nossas potencialidades. Vivendo em sociedades, aprendemos a lidar com nossas imperfeições, transformar comportamentos e aperfeiçoar valores como empatia, fraternidade e humildade. Se fracassamos, não há retrocesso absoluto — mas atrasos, porque teremos outras oportunidades de aprendizado em existências futuras.
Período de erraticidade
Quando ocorre a desencarnação, o Espírito passa a habitar o plano espiritual de forma mais livre, mas ainda sujeito às suas tendências e conquistas morais. Esse intervalo, chamado de erraticidade, não é um ócio estático: aprende-se muito por lá também, seja participando de estudos espirituais, seja auxiliando outros encarnados como um tipo de mentor. Depois, o retorno para o corpo, ou seja, a reencarnação, se dá conforme a necessidade individual de cada um e a programação estabelecida junto a Espíritos mais elevados.
Espíritos decaídos materializados
Você já deve ter ouvido expressões como “espíritos decaídos materializados”. Em linhas gerais, isso se refere a Espíritos que, por vibrarem em faixas inferiores de egoísmo e vaidade, acabam tão presos ao plano terreno e às sensações corpóreas que parecem ainda “materializados” após a morte do corpo.
Esse apego pode se refletir em obsessões, perturbações e até manifestações físicas (há relatos de sons, quedas de objetos ou até aparições), muito comum em casos de Espíritos obsessores. Ainda assim, nenhum deles está fadado ao mal eterno. Mais cedo ou mais tarde, todos despertam para um chamado maior.

4 – Diferença entre Encarnação, Desencarnação e Erraticidade
Para elucidar de forma mais objetiva:
Encarnação: Período em que o Espírito assume um corpo físico para vivenciar experiências materiais.
Desencarnação: Ocorre quando o corpo morre e o Espírito passa a viver em estado livre da matéria densa.
Erraticidade: Intervalo entre uma encarnação e outra, em que o Espírito continua evoluindo no plano extrafísico.
Durante a erraticidade, o Espírito não está “parado”; participa de estudos, reflexões e, às vezes, auxilia encarnados ou Espíritos em condição inferior. Posteriormente, reencarna para prosseguir nos aprendizados que só a vida material proporciona.
5 – Classificação dos Mundos Habitados e a Questão dos Extraterrestres
Um dos pontos que sempre me chamou atenção é a classificação dos mundos habitados e a ideia de que extraterrestres existem segundo o Espiritismo.
Se há vida em outros planetas, como ela se manifesta? Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, discorre sobre a pluralidade dos mundos habitados, afirmando que Deus não criaria a vastidão do Universo apenas para a Terra.
Mundos primitivos
Aqui vivem Espíritos em seus estágios iniciais de aprendizado. O ambiente costuma ser mais agreste, e a luta pela sobrevivência é intensa.
Mundos de provas e expiações
A Terra se enquadra nessa categoria. Há muita dor e desafios exatamente porque esse tipo de mundo é o palco para que os Espíritos se testem, reparando falhas passadas e aprendendo com as adversidades.
Mundos de regeneração
São mundos de transição, onde o mal não domina mais o cenário. Os habitantes estão em processo de consolidação das conquistas morais, mas ainda enfrentam provações para fixar as virtudes que já vislumbram.
Mundos felizes e divinos
Esses são os estágios mais elevados, onde prevalece a harmonia. Os problemas de ordem material são mínimos e a fraternidade é quase natural. Por fim, nos mundos divinos ou celestes, a pureza moral se faz sentir de tal forma que a felicidade é plena, fruto do trabalho conjunto de Espíritos altamente evoluídos.

Extraterrestres sob a ótica espírita
Diante desse panorama, por que não imaginar que existam seres em outros planetas compatíveis com sua própria forma de matéria e nível de evolução? A Doutrina Espírita não descarta, de modo algum, a existência de vida extraterrestre.
O que nos falta, muitas vezes, é a capacidade instrumental para percebê-la em seus diversos níveis de manifestação. Afinal, assim como há Espíritos desencarnados aqui mesmo, que não vemos porque habitam outra dimensão de vibração, pode haver seres cósmicos que vibram fora do nosso alcance.
Essa perspectiva abre um horizonte imenso de reflexões. Se existem outros mundos habitados, será que estamos ligados a eles de alguma forma no plano espiritual? Será que a encarnação pode ocorrer em outros orbes de acordo com nossas necessidades evolutivas?
Minha convicção pessoal é a de que sim, pois o Universo inteiro pulsa como uma enorme escola para o desenvolvimento das consciências.

Conclusão: Uma Jornada de Luz e Aprendizado
Quando olho para tudo o que estudei sobre o que são os Espíritos segundo o Espiritismo e como cada um de nós se enquadra na classificação dos Espíritos, fica claro que a meta suprema é o aperfeiçoamento moral e intelectual.
O Universo inteiro funciona como um gigantesco cenário de oportunidades, composto por diversos mundos, com habitantes em estágios distintos — e ainda lidando com questões como a comprovação de que extraterrestres existem segundo o espiritismo.
A evolução espiritual não é um salto, mas um caminho repleto de descobertas e desafios. Alguns passam por fases difíceis, tornando-se espíritos obsessores, espíritos zombeteiros, espíritos obscuros ou muito apegados às sensações materiais. Outros já avançaram o suficiente para atuar como espíritos de luz, auxiliando quem ainda anda pelos labirintos da ignorância.
No final das contas, todos vêm de uma mesma fonte e seguem em direção a um único destino: a perfeição relativa que nos cabe, como cocriadores no Universo de Deus.
Por isso, recomendo a leitura das obras de Allan Kardec — especialmente O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese — que fornecem bases sólidas para se aprofundar nesse assunto. Cada vez que releio esses livros, sinto que algo novo salta aos meus olhos, como se houvesse sempre mais a descobrir. É uma viagem sem volta rumo ao autoconhecimento, à compreensão do próximo e à conexão com a realidade espiritual.
Se você chegou até aqui, convido-o a comentar abaixo: qual parte deste tema mais te cativa? Você acredita que estamos a um passo de interagir mais conscientemente com outras dimensões ou até mesmo com civilizações extraterrestres? Eu adoraria saber suas impressões!
E, claro, compartilhe este artigo com quem possa se interessar por assuntos como espiritismo, desenvolvimento espiritual, expansão de consciência e classificação dos mundos habitados. Assim, formamos uma corrente de estudo e troca de ideias, contribuindo para ampliar nossa compreensão coletiva sobre a vida, o Universo e a grandiosa aventura de sermos Espíritos em constante evolução.
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