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Tipos de Médiuns em Tempos de Transição Planetária

Este artigo explora o papel da mediunidade e da moralidade na transição planetária, destacando a regeneração moral como ponto central. Analisamos os tipos de médiuns e o impacto dos espíritos da nova geração no progresso espiritual, enquanto os espíritos atrasados enfrentam desafios em mundos inferiores.

Introdução

A humanidade atravessa um momento crucial em sua jornada evolutiva, conhecido como transição planetária. Esse processo marca o progresso da Terra para uma nova fase de regeneração, envolvendo profundas mudanças no campo material e espiritual.

Allan Kardec, em Obras Póstumas, afirma: “A época atual é a da transição; os elementos das duas gerações se confundem.”

Nesse contexto, a mediunidade desempenha um papel fundamental, conectando encarnados e espíritos para facilitar o progresso moral, que é o verdadeiro objetivo dessa transição. Como definiu Kardec, “Médiuns são aqueles que servem de elo entre os Espíritos e os homens.”

Este texto explora como mediunidade e moralidade se entrelaçam, influenciando diretamente a evolução espiritual da humanidade, enfatizando que a transição planetária é, acima de tudo, uma mudança moral.

Cabe mencionar que este texto é inspirado pela palestra com o título “Tipos de Médiuns em Tempos de Transição”, ministrada por Tonny Robert em 20 de outubro de 2019, e que pode ser assitida neste link.

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O Papel da Mediunidade na Transição Planetária

A mediunidade é uma ponte vital entre os planos material e espiritual, desempenhando um papel crucial no progresso moral durante a transição planetária. Embora a faculdade mediúnica seja independente das qualidades morais do médium, como destaca Kardec, a preferência dos espíritos superiores recai sobre médiuns moralmente elevados.

A transição planetária, ilustrada por Kardec em Obras Póstumas, envolve uma mudança significativa na qual “os elementos das duas gerações se confundem”. A mediunidade não apenas confirma a continuidade da vida, mas também auxilia a humanidade a se ajustar às novas realidades espirituais, guiando os espíritos para a regeneração.

Além disso, a mediunidade é um compromisso espiritual, e seu mau uso pode gerar consequências cármicas. Assim, o papel do médium é não apenas comunicar-se com o mundo espiritual, mas contribuir para o progresso moral dos encarnados e desencarnados.

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Os Tipos de Médiuns: Imperfeitos e Bons

A prática mediúnica é influenciada diretamente pela moralidade e conduta dos médiuns. Conforme Allan Kardec explica em O Livro dos Médiuns, a mediunidade em si é uma faculdade neutra, ligada ao organismo do médium.

Contudo, o impacto que essa mediunidade pode ter, positiva ou negativamente, depende da postura moral de quem a exerce. Isso nos leva à divisão entre médiuns imperfeitos e bons médiuns.

A qualidade moral do médium é o fator determinante que direciona suas faculdades mediúnicas para o bem ou para o mal, para a elevação ou para a estagnação espiritual.

Médiuns Imperfeitos

Os médiuns imperfeitos são aqueles que, apesar de possuírem a faculdade mediúnica, não a utilizam de maneira adequada ou ética. Eles podem ser influenciados por espíritos de baixa vibração, o que os leva a cair em armadilhas como orgulho, egoísmo, e o uso leviano de suas faculdades.

Allan Kardec descreve diferentes tipos de médiuns imperfeitos, cada um com suas características próprias.

  1. Médiuns Obsediados: São aqueles que, embora não iludidos, não conseguem se livrar de espíritos enganadores que os cercam constantemente.
  2. Médiuns Fascinados: Diferentemente dos obsediados, esses médiuns estão profundamente iludidos por espíritos enganadores, acreditando que as comunicações recebidas são de alta natureza, quando na verdade estão sendo manipulados.
  3. Médiuns Subjugados: Sofrem uma dominação moral ou física por parte de espíritos inferiores, o que pode comprometer gravemente sua capacidade de discernimento e sua liberdade.
  4. Médiuns Ambiciosos: Embora não cobrem diretamente por suas faculdades, esperam obter vantagens, seja status, reconhecimento ou benefícios materiais. Kardec aponta: “Médiuns ambiciosos: os que, embora não mercadejem com as faculdades que possuem, esperam tirar delas quaisquer vantagens.”
  5. Médiuns Orgulhosos: Esses médiuns se envaidecem das comunicações que recebem, acreditando que estão em contato apenas com espíritos superiores e, por isso, não aceitam críticas ou considerações externas.
  6. Médiuns Mercenários: Aqueles que utilizam suas faculdades mediúnicas com o objetivo de obter lucro financeiro. O médium mercenário é um dos exemplos mais críticos, pois explora espiritualmente outras pessoas para ganho pessoal.

A lista de médiuns imperfeitos é longa e abrangente, mas o ponto comum entre todos eles é a falta de uma base moral sólida que permita o bom uso da mediunidade.

Eles não entendem que a mediunidade não é um presente para seu prazer ou benefício pessoal, mas sim uma responsabilidade que deve ser usada para o bem comum e o progresso espiritual da humanidade.

Bons Médiuns

Os bons médiuns são aqueles que, além de possuírem faculdades mediúnicas desenvolvidas, possuem também uma moral elevada, que os permite usar seus dons de forma consciente e responsável. Eles compreendem que a mediunidade é uma missão e agem de acordo com isso.

Como destaca Allan Kardec: “Médiuns sérios: os que unicamente para o bem se servem de suas faculdades e para fins verdadeiramente úteis.”

  1. Médiuns Sérios: Utilizam suas faculdades exclusivamente para o bem, ajudando na instrução espiritual e moral de outras pessoas. Estão comprometidos com a verdade e evitam qualquer tipo de desvio ou uso fútil de suas capacidades mediúnicas.
  2. Médiuns Modestos: Esses médiuns não buscam reconhecimento ou prestígio. Eles compreendem que não são os autores das mensagens espirituais, mas sim instrumentos da vontade dos espíritos. Por isso, evitam qualquer tipo de vaidade e se dedicam à melhoria pessoal e ao bem dos outros.
  3. Médiuns Devotados: Eles estão cientes de que a mediunidade é uma missão, e isso significa sacrifício. Os médiuns devotados colocam as necessidades dos outros à frente das suas, sacrificando até mesmo seus interesses pessoais em nome do bem maior. Como lembra Kardec, “compreendem que o verdadeiro médium tem uma missão a cumprir e que, quando necessário, devem sacrificar seus gostos, hábitos, prazeres, tempo e até mesmo interesses materiais em benefício dos outros.”
  4. Médiuns Seguros: Por seu caráter elevado e sua ligação com espíritos superiores, esses médiuns oferecem comunicações seguras, com menos risco de ilusões ou manipulação. Eles têm plena consciência de sua responsabilidade e estão menos expostos a influências de espíritos inferiores.

A Importância da Moralidade

Seja como médium imperfeito ou bom médium, o que define a qualidade e a seriedade da prática mediúnica é o desenvolvimento moral. Sem isso, o médium corre o risco de ser manipulado por espíritos inferiores ou usar sua mediunidade de forma irresponsável.

Apenas com uma base sólida de valores morais e com o compromisso de ajudar no progresso espiritual da humanidade é que o médium pode, de fato, contribuir para a regeneração planetária.

A Transição Planetária: Explicação e Consequências

A transição planetária é um processo evolutivo que marca a transformação da Terra em um mundo de regeneração. Segundo Allan Kardec, a Terra passará de um mundo de expiações e provas para um estágio superior, onde a moralidade será o pilar fundamental.

Esse processo não é apenas físico, mas profundamente espiritual, envolvendo a renovação dos espíritos que habitam o planeta. Como Kardec afirma: “A época atual é a da transição; os elementos das duas gerações se confundem.” (Obras Póstumas).

Estamos, portanto, em um ponto intermediário, assistindo à partida dos espíritos que não se alinham com o progresso moral e à chegada daqueles destinados a fundar uma nova era.

A transição não ocorre de maneira abrupta; ela é marcada por três fases principais: Expiação e Provas, Período de Transição e, finalmente, Regeneração.

Na fase de expiação e provas, a humanidade enfrenta os desafios necessários ao seu crescimento espiritual. No período de transição, como o atual, vemos a coexistência de espíritos em diferentes estágios de evolução, o que gera conflitos e desequilíbrios.

O destino final é a fase de regeneração, quando os espíritos atrasados terão sido afastados e a Terra será habitada por almas que buscam o progresso moral.

Um dos aspectos centrais da transição planetária é a distinção entre o progresso físico e o progresso moral.

O progresso físico, relacionado às mudanças materiais e tecnológicas, ocorre de forma lenta e gradual, como observa Kardec: “O progresso intelectual realizado até ao presente, nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da Humanidade; impotente, porém, ele é para regenerá-la.”

O progresso moral, por outro lado, precisa ser acelerado para que a humanidade possa acompanhar as exigências espirituais desse momento de transição. Como reforça o trecho: “A moral, se a gente não avança rápido, a gente não fica na transição.”

Isso quer dizer que, sem uma mudança rápida e efetiva no campo moral, corremos o risco de sermos deixados para trás no processo evolutivo.

A regeneração moral, portanto, é o verdadeiro objetivo da transição planetária. Ao longo desse processo, espíritos que não acompanham o progresso moral serão afastados da Terra e exilados em mundos inferiores, onde terão novas oportunidades de aprendizado.

Esses espíritos, que se apegam ao orgulho, egoísmo e outras paixões, precisam de experiências em ambientes mais primitivos para alcançar o progresso necessário. Como Kardec explica, “os espíritos endurecidos no mal… serão exilados para mundos inferiores.” (A Gênese).

Por outro lado, os espíritos da nova geração, que já possuem um grau mais avançado de desenvolvimento moral, são aqueles que guiarão a humanidade na era da regeneração. A transição planetária, portanto, é um processo inevitável e necessário, tanto para a evolução individual quanto coletiva, onde o progresso moral é a chave para o sucesso.

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A Nova Geração: Espíritos da Regeneração

Na transição planetária, espíritos da nova geração reencarnam com o objetivo de impulsionar o progresso moral. Eles possuem inteligência e moralidade elevadas, como destaca Kardec: “Espíritos da nova geração: Fundar a era do progresso moral, inteligência e razão precoce.”

Esses espíritos, desde cedo, demonstram uma percepção aguçada do que é correto, tornando-se pilares da nova era de regeneração. Por outro lado, os espíritos atrasados resistem à mudança e dificultam o avanço, sendo eventualmente afastados para mundos menos evoluídos.

A separação dessas duas gerações já está em curso, e os espíritos da nova geração são a esperança de um futuro mais justo e pacífico, guiando a Terra para uma nova era de progresso espiritual.

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Finalidade da Mediunidade e a Influência Moral dos Médiuns

A mediunidade é uma ferramenta valiosa para a evolução moral e o progresso da humanidade. Além de servir como prova da existência dos espíritos, ela oferece consolo e orientação espiritual para os que necessitam. Mais do que um fenômeno natural, a mediunidade é um compromisso espiritual, assumido antes da reencarnação.

A moralidade do médium é essencial para a qualidade das comunicações recebidas. Médiuns moralmente elevados atraem espíritos superiores, enquanto médiuns sem esse desenvolvimento tornam-se vulneráveis a influências negativas.

Portanto, a mediunidade não é apenas um fenômeno, mas uma verdadeira missão. Quando bem compreendida, ela transforma o médium em um agente de luz, contribuindo para o avanço moral do planeta.

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Conclusão

A transição planetária é um processo necessário para a evolução espiritual da Terra. A mediunidade, nesse contexto, é um instrumento poderoso para a conexão entre o plano material e o espiritual. Contudo, ela exige do médium um compromisso moral firme, pois sem isso, corre-se o risco de influências negativas que comprometem o trabalho espiritual.

O progresso moral é o centro dessa mudança. Médiuns que entendem sua missão ajudam a humanidade a caminhar em direção à regeneração. À medida que a Terra avança, novos espíritos reencarnam para impulsionar essa nova era, enquanto os que resistem serão afastados para mundos menos evoluídos.

Como afirma Kardec: “Melhorados os homens, não fornecerão ao mundo invisível senão bons Espíritos.” Portanto, o papel do médium nessa transição é crucial, e sua responsabilidade é imensa.

Os Livros de Allan Kardec que Codificaram o Espiritismo

  1. “O Livro dos Espíritos”
  2. “O que é o Espiritismo”
  3.  “O Livro dos Médiuns”,
  4. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”
  5. “O Céu e o Inferno”
  6. “Obras póstumas”
  7. “A Gênese”

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